Fabiana Braga
22 anos

Acampamento Dom Tomás Balduíno
Quedas do Iguaçu – PR

Fabiana Braga é daquelas jovens que gostam da vida no campo e de pensar no bem comum. Mas ela sabe que “um mundo mais justo, humano e igualitário” – um de seus sonhos – não será construído por uma pessoa só.

Mas sua participação nas lutas coletivas e populares está lhe custando a liberdade: Fabiana está presa, desde novembro de 2016, apenas por ser integrante de um movimento social.

A jovem participa do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, onde coordena o Coletivo de Mulheres e participa do Coletivo de Juventude do Acampamento Dom Tomás Balduíno, em Quedas do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

Fabiana sabe que lutar por um mundo mais justo não é fácil. Assim como sabe que não é fácil plantar sem ter um pedaço de terra para cultivar e morar. Passou parte de sua infância em diferentes acampamentos do MST, onde aprendeu a trabalhar na agricultura.

Até tentou trabalhar em outras áreas, mas a saudade do campo falou mais alto. Aos 18 anos, saiu da casa da mãe e foi morar com uma prima na cidade. Dois anos depois, decidiu voltar a trabalhar com a agricultura. Junto de seu marido Felipe, foi morar no Acampamento Dom Tomás Balduíno, onde construíram um barraco de lona e trabalhavam coletivamente com as outras famílias do lugar.

A prisão de Fabiana nada mais é do que uma tentativa de enfraquecer a luta popular. A jovem foi presa na chamada Operação Castra, ação da Polícia Civil do Paraná que quer “castrar” a atuação do MST na região. Há anos, o movimento reivindica a justa distribuição de terras griladas pela empresa Araupel.

Fabiana está presa preventivamente por ser mulher – uma mulher de luta.

Ajude a reivindicar a liberdade de Fabiana e de seus companheiros do movimento. Assine o manifesto em apoio aqui.

Lutar não é crime. Lutar é um direito!

Claudelei Lima
39 anos

Assentamento Celso Furtado
Quedas do Iguaçu – PR

Agricultor, radialista e, mais recentemente, vereador do município de Quedas do Iguaçu, Claudelei Lima é um homem que trabalha pelo coletivo. Morador do Assentamento Celso Furtado, lutou, durante anos, pelo direito de ter um pedaço de terra para plantar. Ainda hoje, defende a justa distribuição de terras para as famílias brasileiras através da militância no Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra.

Casado com Andreia e pai de dois meninos de 13 e 11 anos, trabalha também na agricultura familiar. Em seu lote no assentamento, planta milho e cria vacas para produção de leite. É da produção da terra onde antes só havia o monocultivo de eucalipto que sai o sustento da família de Claudelei e a alimentação de outras pessoas.

O trabalhador ajudou no processo de criação do Assentamento Celso Furtado, e ainda hoje participa dos processos de  articulação para viabilizar infraestrutura do local, como moradias, escolas, unidades básicas de saúde e manutenção de estradas rurais. Na luta pela defesa dos direitos de todas as pessoas, vê a comunicação como uma ferramenta essencial. Deve concluir em breve a faculdade de Jornalismo.

No momento, é também locutor da Rádio Liberdade FM 91,3, emissora comunitária do assentamento. Mais recentemente, optou em levar a defesa dos direitos humanos para o âmbito legislativo da cidade onde mora. Em 2015, foi eleito vereador de Quedas do Iguaçu por mais de 1  mil votos – o mais votado da história do município. Mas, por sua atuação política e luta pela terra na região, tem sido alvo de perseguições. Desde 4 de novembro de 2016, está preso preventivamente, em Cascavel, acusado de integrar organização criminosa.

Mas o que fez Claudelei? Seu crime é lutar pelo direito à terra!  Sua prisão faz parte da tentativa de desmobilizar as lutas populares. Apesar de não ter cometido nada que o obrigue a ficar encarcerado enquanto aguarda o julgamento, Claudelei segue em prisão preventiva. Ajude a reivindicar a liberdade de Claudelei e de seus companheiros e companheira do movimento.

Assine aqui o manifesto em apoio.

Lutar não é crime!